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Maria Quitéria de Jesus Medeiros, filha de fazendeiros portugueses, nasci em Feira de Santana, na Bahia, em 1792. Me tornei a heroína mais respeitada de toda a Guerra da Independência quando, vestida de homem e usando o nome do meu cunhado, José Cordeiro de Medeiros, lutei com valentia na saga baiana para derrotar os colonizadores portugueses e consolidar a independência do Brasil.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Exposição comemora centenário de nascimento de Carybé





Foi aberta ao público nesta sexta-feira (01/04) a exposição "O Ateliê: Carybé 1911-2011", que comemora o centenário de nascimento do artista. Uma oportunidade única de se confrontar com o universo criativo de Carybé. São 17 pinturas a óleo deixadas inacabadas e nas quais trabalhava à época de sua morte.

Além das pinturas, fazem parte da exposição peças do mobiliário do ateliê, muitos objetos de arte e livros que o pintor colecionava. Também fazem parte, trabalhos de outros artistas como Mestre Didi e Mario Cravo Jr - de quem foi amigo - e uma infinidade de peças de diferentes origens e valores, que tiveram como destino comum a casa do artista e a influência no seu imaginário.




Para se ter uma idéia completa do espaço original de trabalho que o artista mantinha na sua casa em Brotas, quem for à exposição, poderá fazer uma visita virtual ao ateliê original, através de um tour 360°, em computadores instalados em uma das salas. 

A exposição O Ateliê: Carybé 1911-2011 é uma realização da Secretaria de Cultura do Estado através da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia.


Fonte: http://www.tribunadabahia.com.br/news.php?idAtual=77946



SERVIÇO
O que: O Ateliê: Carybé 1911-2011
Onde: Galeria Solar Ferrão / Centro Cultural Solar Ferrão
Quando: de 01 de abril até 5 de junho de 2011
Visitação: terça a domingo, de 10 as 18 horas,
Informações: (71) 3117-6983
Gratuito.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Risco de incêndio suspende parte dos serviços do Arquivo Público da Bahia



As memórias da Bahia e do Brasil estão ameaçadas. O Arquivo Público da Bahia (APB) corre o risco de ser consumido pelo fogo, caso um incêndio atinja o acervo, constituído basicamente de documentos em papel e microfilme. Isso porque o prédio que abriga o patrimônio documental, a Quinta do Tanque, localizada na Baixa de Quintas, não possui sistema antifogo e dispõe apenas de 48 extintores. 

Como agravante, o imóvel guarda umidade, o que causa danos à rede elétrica. Desde o último dia 10, parte da energia foi desligada e reparos de emergência estão sendo realizados a fim de evitar curtos-circuitos. Por conta disso, o arquivo está funcionando apenas parcialmente. 



A diretora do APB, Maria Teresa Matos, diz que o local já não comporta mais o volume de material



“Por duas vezes, o disjuntor desarmou. Para nós, este foi o sinal de perigo iminente”, conta Ubiratan Castro de Araújo, diretor da Fundação Pedro Calmon, que administra o arquivo. Araújo disse que a caixa de luz foi refeita e os fios estão sendo isolados por tubulações de PVC, e uma obra de requalificação do sistema elétrico será feita a partir de maio. 
     
Prejuízos - De acordo com a diretora do arquivo, Maria Teresa Matos, a situação exige urgência. O ideal seria a mudança do APB para um prédio com mais espaço e ventilação adequada. “O imóvel já não comporta a quantidade de documentos e o excesso de umidade demanda higiene constante para evitar a ação de pragas”, revela Maria Teresa. 

Mas as restrições orçamentárias do governo estadual vão dificultar uma solução deste tipo ainda em 2011. A FPC, no entanto, já articula parcerias com o departamento baiano do Instituto de Arquitetos do Brasil para que dois projetos sejam apresentados, um de adequação do prédio atual e outro de um novo imóvel a ser construído. 

“Para pleitearmos recursos, temos que lançar projetos. Nosso objetivo é que obtenhamos a ampliação do orçamento do ano que vem”, diz o diretor da fundação.
Enquanto são feitos os reparos, boa parte dos serviços do APB estão suspensos, como as consultas à base de dados e aos microfilmes, o atendimento via telefone, as visitas escolares e o fornecimento de cópias de documentos civis. 



terça-feira, 29 de março de 2011

EM CENA – A poesia de Florbela Espanca na Biblioteca




Batizada com o nome Flor Bela de Alma da Conceição, Florbela Espanca (1894-1930) foi uma poetisa portuguesa que soube transformar a sua vida tumultuosa e inquieta em escritos repletos de feminilidade. Para homenageá-la, sete atrizes interpretam 25 sonetos da poetisa, no espetáculo Flores de Florbela. Concebido e dirigido pelo poeta Douglas de Almeida, a montagem, que mistura elementos de encenação teatral e performances e recitais poéticos, é dividida em quatro partes. As primeiras apresentam, cada uma, sonetos de um dos três livros da autora: Livro das Mágoas (1919), Livro de Soror Saudade (1926) e Charneca em Flor (1930). A quarta e última parte reúne textos escritos próximo ao dia 8 de dezembro de 1930, quando Florbela veio a falecer ao ingerir uma dose excessiva de barbitúricos. O elenco é formado por Alda Valéria, Carla Rosana, Cléa Barbosa, Jocélia Fonseca, Daniele Helfstein, Jeane Sánchez e Luciana Estrela.

Serviço

Onde: Quadrilátero da Biblioteca Pública do Estado da Bahia
Quando: 31 de março de 2011, às 16h
Contato: 71 8123-0873
Quanto: Grátis
Promoção: Fundação Pedro Calmon


Fonte: http://www.agendacultural.ba.gov.br/2011/03/31/em-cena-a-poesia-de-florbela-espanca-na-biblioteca-2/

História dos direitos humanos em exposição


 

A CAIXA Cultural Salvador apresenta, a partir de terça-feira (29), a exposição Direitos Humanos no Brasil. Composta por imagens de diversos fotógrafos e pinturas de artistas, que recontam as conquistas cívicas e os avanços da sociedade brasileira, a mostra tem curadoria de Denise Carvalho e textos do historiador e jornalista Gilberto Maringoni, e fica em cartaz até 8 de maio. O acesso é gratuito e indicado para uma faixa etária a partir de 10 anos.

Inaugurada no ano passado, em Belo Horizonte, no dia 10 de dezembro (Dia Internacional da luta pelos Direitos Humanos) – fruto do livro homônimo, lançado na mesma ocasião –, a mostra também passou pelo Rio de Janeiro, apresentando Imagens jornalísticas e históricas, consagradas e inéditas, que contam a história da luta pela conquista dos Direitos Humanos no Brasil.

Imagens históricas
O volume conta com dois ensaios curtos e 156 imagens históricas. A exposição apresenta 60 imagens do livro, ampliadas e contextualizadas através da história. Segundo o ex-ministro Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, tanto a mostra quanto o livro buscam “fortalecer o chamado Direito à Memória e à Verdade, seja no Brasil, seja em países vizinhos, que viveram, como nós, entre os anos 1960 e 1980, graves interrupções da vida institucional, com a instalação de ditaduras mantidas à custa do terror de Estado, da censura e da intolerância”.

A exposição retrata a conquista do território brasileiro por parte dos portugueses, a dominação e o extermínio de inúmeros povos indígenas. Retrata também a escravidão negra, com a provável chegada das primeiras levas de africanos, em 1502, até a total libertação da escravatura, com destaque para a história marcante do Quilombo dos Palmares, os mercados de escravos e a revolva dos Malês ocorrida em Salvador. A mostra também visita o massacre de Canudos, a Revolta da Vacina e da Chibata, e as lutas por melhores condições de trabalho, as primeiras greves, o tenentismo, a Revolução de Trinta e outros importantes capítulos da história cívica nacional recente.

 
Serviço

Exposição: “Direitos Humanos no Brasil”
Curadoria: Denise Carvalho e Gilberto Maringoni
Abertura: 29 de março de 2011, às 19h. (convidados e imprensa)
Visitação: de 30 de março a 8 de maio de 2011
Horário: de terça a domingo das 10h às 18h
Local: CAIXA Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro, Salvador (BA)
Acesso: Gratuito
Censura: 10 anos
Telefones: (71) 3421-4200

29ª Bienal de São Paulo em Salvador


 Solar do Unhão. Foto: Luciano Oliveira

Serviço

Abertura
25 de março, 19h
Quando
de 26 de março a 29 de maio
Onde
Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), Av. Contorno s/n
Solar do Unhão
Salvador - Bahia
Brasil | CEP 40060 060
Contato
T: +55 71 3117 6139
F: +55 71 3117 6139
email: mam@mam.ba.gov.br
Visitação
Terça a Domingo 13h às 19h
Sábados 13h às 21h

domingo, 27 de março de 2011

Carnaval da Bahia


Carnaval na Bahia, eterna... 

Ah! A Bahia...

 
Terra de alegria e desgraçarias,
Do pagode da baixaria,
De Gal, de Caymim e de Veloso, e, até mesmo do mais colossal, ato guloso e grosseiro de cortejar qualquer que seja o broto.
Do carnaval, principalmente dos turistas, dos ricos e dos empresários,
Que vivem a se balançar de dentro dos seus extraordinários e confortáveis camarotes caros.
Sem falar no pedaço do asfalto que se estende por quilômetros quadrados, seja da avenida até a Castro Alves, ou do Farol da Barra a Ondina.
Pedaços de terras muito caros, vendidos a preço de ouro, que tem como forma de registro de demarcação o colorido dos caríssimos abadás, que desfilam pra lá e pra cá, sejam de dia, de noite ou até o sol raiar.
E o pobre cordeiro sem brilho em sua blusa apresentar,
Tem como farda roupa velha e surrada para trabalhar, todo “santo” dia, a corda do bloco a segurar.


Do restante dos metros faltantes por onde passa os milionários comerciantes da música, estão os conhecidos ambulantes.
É o da latinha, é o do churrasquinho, é do queijinho, da batidinha, do famoso cachorro-quente se pode esquecer daquele que vende a dose da quente.
Não se pode esquecer dos catadores de latinhas, que sempre em família, vivem a catar por todo o trajeto da festa da alegria e a da desgraçaria, para ao final do dia, receber uma mixaria, pago em moedinhas.
Carnaval de desfiles de blocos, de apresentação de grandes artistas nacionais e internacionais, que só se preocupam com a aparência e pose para uma melhor foto no jornal.
Carnaval na Bahia é uma verdadeira festa dos MASCARDOS.

 
O prefeito que não é nada besta coloca uma cerca (arquibancada popular) bem longe da sua presença, para que nenhuma manifestação, ou tomate podre, possa lhe alcançar...
Quanto a Mudança do Garcia, esta, ainda vive a relutar.
Com pequenos e fortes blocos de sambas, fazendo a festa palpitar...

Ah! Os cartazes de protestos ainda estão por lá.
Gritos, alertas, e protestos, Olé!!! Vamos, vamos! A luta não pode parar...

Carnaval, festa da covardia, da injustiça e da desigualdade.
Se estiver duvidando, espera o ano que vem e você pode comprovar...

É rua transformada em miquitório, homem virando mulher, música sem lógica virando hino nas rádios, ai! Meu Deus!! Aonde é que esse mundo vai parar?

A festa é pra brincar, mas os valentões estão lá pra brigar.
Malham o ano inteiro, e, é no carnaval que eles vão experimentar a sua força muscular.
São uns completos exibicionistas, imbecis e burros.

E a polícia?  Confundem-se muitas vezes com aqueles noticiários de procura-se...
Pois somem o ano inteiro, quando a gente mais precisa, eles não aparecem. Sabem onde eles estão? Nas academias, acredito que treinando para o carnaval.

Para quem curtiu no camarote foi uma boa...
Para quem curtiu no bloco, foi legal...
Mas quem curtiu do outro lado da corda, se f...


Acorda povo baiano!!!
Nossa cultura está sendo morta a pauladas e supostamente socorrida por super-homens e mulheres-maravilha!!!



Fechamento do Cedic-BA, da Fundação Clemente Mariani


FECHAMENTO DO CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO CULTURAL SOBRE A BAHIA                  CEDIC



Corre a notícia, à boca pequena, que a Fundação Clemente Mariani vai fechar as suas portas.

Os boatos já percorrem as resenhas acadêmicas e estão sendo comentados por professores e estudantes das principais unidades acadêmicas de Salvador e Recôncavo, perpassando por seus corredores e salas.

O pior é que as conversas sobre o assunto só estão acontecendo num ciclo fechado, dentro dos muros destas instituições. Isso pelo fato de ATÉ O MOMENTO NÃO TER SIDO NOTICIADO NADA SOBRE O ASSUNTO EM NENHUM MEIO DE COMUNICAÇÃO. O QUE É, VERGONHOSAMENTE, UM ABSURDO!

NÃO EXISTEM PROTESTOS OU BANDEIRAS POR PARTE DE PROFESSORES E ESTUDANTES (graduandos, mestrandos, doutorandos, pesquisadores de modo geral).

E não se trata de uma instituição desconhecida. Muito pelo contrário. Quem, no MEIO ACADÊMICO, nunca ouviu falar, fez pesquisas ou participou dos cursos promovidos pelo Centro de Documentação e Informação Cultural sobre a Bahia, mais conhecido como Cedic? Muitos mestres e doutores certamente sim...

Pois este CENTRO DE PESQUISA riquíssimo e singular, ESPECIALIZADO EM HISTÓRIA DA CULTURA BAIANA, FONTE DE CONHECIMENTO SOBRE A BAHIA e responsável pela formação de gerações de mestres e doutores de várias partes do país e até do exterior, VAI FECHAR SUAS PORTAS EM BREVE!

E NINGUÉM SE MANIFESTA!!!

Assim sendo, pergunta-se: ONDE ESTÃO OS PESQUISADORES que se utilizaram do acervo do Cedic para a elaboração de seus trabalhos acadêmicos e que sempre proclamaram este centro como referência em termos de História da Bahia e do Brasil, tanto nacional quanto internacionalmente?

Professores e acadêmicos falam, falam e não fazem nada!!!

Engraçado, lembro de um momento na faculdade em que um dos meus professores pregou na sala de aula, e com orgulho, uma de suas muitas experiências no mundo acadêmico. Dizia ele: “O bom aluno vai à busca das fontes, seja nos arquivos públicos, nas bibliotecas, nos centros de pesquisa e memória...” e completou dizendo que a resposta da sua formação estava na sua trajetória enquanto estudante dedicado, responsável e curioso, e que ele se considerava o eterno pescador e conquistador de conhecimentos, destacando ainda o Centro de Documentação e Informação Cultural sobre a Bahia (instituição que sempre nos indicava  para a realização de pesquisas e elaboração de trabalhos da sua disciplina) como um importante mediador na construção e formação do seu conhecimento.

Concordo professor. Mas, e agora? Diante de tal situação, ainda que sejam boatos (no fundo sempre tem um pouco de verdade, ou muita verdade), o que o doutor responderia aos alunos que, por inúmeras e repetidas vezes, ouviram do senhor incentivos voltados a defesa da cultura e do conhecimento?

Estamos aguardando respostas... Na verdade...

...é A SOCIEDADE BAIANA que AGUARDA RESPOSTAS...

Sabe-se que o Cedic existe sob os auspícios de uma fundação (a Clemente Mariani) e que esta, por sua vez, é mantida por uma instituição PRIVADA (um banco ou grupo de banqueiros... ao que parece...) e que, portanto, pode fechar suas portas (e as do Cedic, infelizmente) ao bel prazer de seus mantenedores. Até aí, tudo bem...

Acontece que A COLEÇÃO DE DOCUMENTOS que está sob os cuidados DO CEDIC, pela forma como foi reunida e disponibilizada à comunidade pela Fundação Clemente Mariani e também por ser composta em sua boa parte por obras antigas e raras sobre a Bahia, muitas delas já em domínio público, É UM BEM PERTENCENTE À SOCIEDADE BAIANA, que, nesse caso, MERECE ESCLARECIMENTOS SOBRE O DESTINO DESSA PRECIOSA COLEÇÃO.

Os boatos relatam que várias instituições de pesquisa da capital demonstraram interesse em obter a guarda do acervo do Cedic, mas que, a debalde disso, os mantenedores do centro estão inclinados a doar a coleção para a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), campus da cidade de Cachoeira.

Especulações...?

Pode ser, mas a verdade é que A SOCIEDADE BAIANA MERECE UM COMUNICADO OFICIAL POR PARTE DOS MANTENEDORES DO CEDIC SOBRE ESTE ASSUNTO, esclarecendo questões como:

a)      PORQUE O CEDIC FECHARÁ SUAS PORTAS? E PORQUE FAZER ISSO SEM DAR UMA SATISFAÇÃO À SOCIEDADE BAIANA?

b)      A COLEÇÃO DE DOCUMENTOS VAI MESMO PARA A UFRB, NA CIDADE DE CACHOEIRA?

c)      PORQUE ESCOLHER A UFRB E NÃO OUTRA INSTITUIÇÃO, NA CAPITAL?

d)     A COLEÇÃO DO CEDIC FICARÁ REUNIDA EM UM DETERMINADO LOCAL OU SERÁ INCORPORADA AO CERVO DA UFRB?

e)      PORQUE DEIXAR SALVADOR, CIDADE JÁ CARENTE EM INSTITUIÇÕES ESPECIALIZADAS EM PESQUISA ACADÊMICA, E OS SOTEROPOLITANOS ÓRFÃOS DE UM DOS MAIS IMPORTANTES CENTROS DE DOCUMENTAÇÃO E PESQUISA DO PAÍS?


Deixo aqui o meu PROTESTO contra o fechamento do Centro de Documentação e Informação Cultural sobre a Bahia e se, infelizmente, não for possível mantê-lo em funcionamento, LEVANTO bandeira a favor da permanência da coleção de documentos do Cedic em solo soteropolitano.


À cidade de Salvador o que é da cidade de Salvador!